


Catarina
Cresci no campo pelo que tudo o que queria era estar a brincar na rua, fazer caminhadas pelas serras e ir em pequenas aventuras, havia lá tempo para coisas como ler. Ler acontecia apenas quando era obrigada pela escola e sempre que tinha que estudar para um teste era um martírio.
Eu gosto é de estar na natureza, de viajar, de desporto, de coisas activas e ficar sentada horas e horas a ler um livro era exactamente o oposto de tudo aquilo que sou. Até que um dia vi um livro que me chamou a atenção, um livro sobre uma aventura por várias partes do mundo, um livro sobre viagens e sobre autoconhecimento, um livro que apenas com as palavras escritas na contracapa parecia descrever-me.
Comprei-o, devorei-o em dois dias e percebi que, afinal, gosto de ler. Afinal, apenas nunca tinha encontrado o que gostava de ler e ao contrário de todas as pessoas que liam romances e policiais eu queria era ler sobre viagens, sobre aventuras reais, relatadas pelos próprios e que um dia, se tiver sorte, também eu possa passar por esses locais e fazer essa aventura.
Desde que fiz essa descoberta que já li alguns livros que me fazem viajar sem sair do mesmo sítio, fazem-me sonhar acordada e esquecer o mundo que está à minha volta, fazem com que viva a mesma aventura através de imagens e detalhes, e, fez com que tivesse iniciativa de ter uma parceria com a Chiado Editora.

O nome pode induzir um pouco em erro, eu no início pensava que fosse um livro sobre uma competição ou algo do género mas ao ler a descrição que se encontra no site da Chiado Editora percebi que o livro na verdade abordava muito mais a maneira de encarar a vida e de como sermos felizes.
Percebi que juntava isso tudo com uma viagem pela natureza e não resisti à tentação de querer descobrir sobre o que se tratava.
O livro retrata a maneira de Nuno encarar a vida, um amor incondicional pela Natureza e pelas coisas que relamente nos são necessárias para viver. Eu consegui identificar-me imenso com a maneira de ser de Nuno tanto que depois de ler este livro deveria referir-me como “O” Nuno pois sinto que o conheço.
Tal como eu adoro fazer trilhos pelas serras e caminhar pela Natureza Nuno também gosta mas, diferente de mim, gosta de correr (trail running). Esse gosto fez com que fizesse algumas das viagens mais emocionantes da sua vida, e que eu acredito serem aventuras espétaculares, e o livro retrata a sua passagem pelo percurso do WHW.
Por ser uma carta dedicada aos seus filhos o grande destaque vai mesmo para como Nuno encara a vida e o tenta explicar através das páginas. Embora eu gostasse imenso desse lado do livro gostaria que o destaque tivesse ido para a viagem que senti estar pouco relatada. Sei que esse não era o objectivo de Nuno com este livro mas gostaria a viagem tivesse tido um pouco mais de importância.
As imagens ao longo do livro conseguem satisfazer essa falta de detalhe dos percursos fazendo-nos imaginar como seria estar lá naquele momento. Como nos sentiriamos? Será que conseguiamos fazer um percurso tão grande sozinhos?








